A verdadeira beleza é a da inclusão

A frase me ocorreu pensando no carnavalesco Joãozinho Trinta. Embora paraplégico, ele abriu o desfile de 2006, da Escola de Vila Isabel, Soy loco por ti América, juntamente com outros cadeirantes.

Ao vê-los, eu tive uma comoção extrema. Só depois entendi que o carnavalesco se valia da enfermidade para mostrar que o Carnaval é bem mais do que samba no pé – ele é a grande festa da inclusão. Joãozinho mostrou ainda que a arte é subversiva ou não existe, ela não pode aceitar a discriminação.

 

nadinha

Joãozinho Trinta se tornou celebridade nacional com uma entrevista publicada nas páginas amarelas da revista Veja, ao dizer que “o povo gosta de luxo”. Noutras palavras, o povo gosta do supérfluo, pois é precisamente o que não tem utilidade alguma que nos faz sonhar e viver. Daí a perenidade do Carnaval, que todo ano acontece, haja o que houver. Pela sua universalidade, acontece e leva o resto do mundo para o Brasil.

Não fosse a máscara eu não seria. Foto para o livro “Bastidores do Carnaval”, 1986

Comentários sobre "A verdadeira beleza é a da inclusão"
  1. Simplesmente maravilhoso, grande verdade. A Vida passa mas o mundo continua, e os que nele permanecem, seguem a mesma rotina – viver e sonhar, até que partam .. e a roda da vida segue, sempre girando.

    1. Li e reli para entender porque a palavra vida aparece primeiro com um v maiúsculo e depois com um v minúsculo. Acredito que seja porque a vida da pessoa conta mais para ela do que a vida em geral. Normal, mas é uma pena que nós sejamos tão insensíveis à vida alheia.

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