o abc da obra

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  • Alegria

    « Ninguém passa sem rir e Ana ri também. Talvez por ter rido e estar triste, se lembra do amigo afirmando: Tenho vocação para a tristeza, mas creio demais na alegria.  » (O clarão, p. 15 – 1ª versão, edição impressa)

  • AMADA

    « Mulher nenhuma é mais bela do que a amada. O sol que tudo vê nada vê que possa a ela se igualar. » (O clarão, p. 22 – 1ª edição, versão impressa)

  • Amigos

    «Sorte ter encontrado um amigo. Só com o amigo a gente pode conversar livremente, falar o que quer.» (Consolação, p. 118 – 1ª versão, edição impressa )

  • Amor

    « A dupla chama se tornou uma referência importante do meu consultório sentimental, pois o autor [Octavio Paz] diz que o amor é uma aposta na liberdade e eu quis passar esta idéia. »(Carta ao filho, p. 63 1ª versão, impressa)

  • Amor

    « (O seu pai) amava a sua língua e não concebia que eu a ignorasse. Em contrapartida, aprendeu o português e se aprofundou nos estudos brasileiros. Não porque eu exigisse, mas por ter abraçado comigo o meu país. Gostava do que me era caro. O amor é sinônimo de comunhão » (Carta ao filho, p. 82 – 1ª versão, impressa)

  • Amor

    «A dupla chama se tornou uma referência importante do meu consultório sentimental, pois o autor [Octavio Paz] diz que o amor é uma aposta na liberdade e eu quis passar esta ideia.» (Carta ao filho, p. 63 – 1ª edição, versão impressa)

  • amor

    «O Atlântico entre nós não era um empecilho, ele sabia que o amor contorna os obstáculos e vence a distância.» (Carta ao filho, p. 124 – 1ª edição, versão impressa)

  • AMOR

    « O amor do amigo nunca é de agora, ele precede o encontro. Por isso eu tive a impressão de reconhecer João no dia em que o conheci.» (O clarão, p. 46 – 1ª edição, versão impressa)

  • AMOR

    «O Atlântico entre nós não era um empecilho, ele sabia que o amor contorna os obstáculos e vence a distância.» (Carta ao filho, p. 124 – 1ª edição, versão impressa)

  • Artista

    «Graças ao seu imaginário, o artista cria outra realidade e, com isso, se surpreende e se contenta. O objeto de arte é uma Fonte de Juventa. » (Carta ao filho, p.71 – 1ª edição, versão impressa)

  • Aventura

    « Onde quer que nós estejamos juntos, eu estou bem, e é esta a razão pela qual eu te sigo quando você diz ‘Vamos’. A Índia é uma aventura para qualquer ocidental. » (Carta ao filho, p. 10 – 1ª edição, versão impressa)

  • Aventura

    “Sempre achei que a aventura mora na esquina, como diz Breton, e é preciso errar para viver.” (Carta ao filho, p. 81 – 1ª edição, versão impressa)

  • BRINCAR

    «Para ser sério é preciso brincar. Quero dizer [com esta frase] que a seriedade implica a recusa da crença numa verdade única.» (Carta ao filho, p. 55 – 1ª edição, versão impressa)

  • Câncer

    «A palavra câncer deixou de ser uma condenação à morte.’ Já foi uma doença que ninguém tratava.  Nem era uma doença, era um mal. (…) Um mal que corroía, atacava os órgãos, o corpo inteiro. Como se fosse o castigo do céu.» (Dora não pode morrer, p. 94 – 1ª versão, impressa)

  • Carnaval

    «O Carnaval não pode parar, nunca pode, da Idade Média até hoje. Porque afasta a tristeza. A gente se renova e se salva. A ordem quando alguém morre é chorar, mas o Carnaval não se submete à ordem, convida quem está vivo a se alegrar.» (O clarão, p. 161 – 1ª versão, edição impressa)

  • Carnaval

    «No Carnaval não há atores como no teatro. Ninguém é espectador. Só existe o folião, e ele se fantasia para deixar de ser quem é, ser outro. » (O clarão, p. 156 – 1ª versão, versão impressa)

  • CARNAVAL

    « O carnaval não pode parar, nunca pode, da Idade Média até hoje. Porque afasta a tristeza. A gente se renova e se salva. A ordem quando alguém morre é chorar, mas o Carnaval não se submete à ordem, convida quem está vivo a se alegrar.» (O clarão, p. 161 – 1ª versão, impressa)

  • Carta

    «Mando por fax ou pelo correio? O fax, como o jornal, é feito para a gente ler e jogar fora. Já a carta está destinada a ser relida e é isso que eu quero. Sim, que ele me leia e releia. » (O clarão, p. 93 – 1ª versão, impressa)

  • CASAMENTO

      « (…) não há homem, minha filha, que possa suportar as tuas oscilações. Porque o casamento não é feito para o teu desassossego, ele é feito para durar. » (O clarão, p. 28-29 – 1ª edição, versão impressa)

  • consolo

    «Como nunca mais falar com ele? Me perguntei isso até entender que podia imaginar as respostas e assim torná-lo presente. Me consolei quando entendi que “ninguém morre enquanto existe no coração do outro”, como diz tão simplesmente a sua avó.» (Carta ao filho, p. 152 – 1ª edição, versão impressa)

  • desejo

    « Seu pai também foi o meu. Isso significa que, num certo sentido, você e eu somos irmãos. A confusão de papéis existe em todas as famílias. Simplesmente porque o desejo é onipotente e não leva em conta a realidade.»(Carta ao filho, p.82 – 1ª edição, versão impressa)

  • Desespero

    «Por que este choro de quem nunca vai parar? De quem nada pode ouvir ou ver, fechou todas as portas e janelas? Desespera-se para não ter consciência do que sabe (…) Desespera-se para esquecer que é tão mortal quanto ele.» (O clarão, p. 119 – 1ª versão, impressa)

  • Destino

    « – O destino tira o que a gente tem. O que a gente já perdeu, ele não tira. » (Consolação, p. 153 – 1ª versão, impressa)

  • Diagnóstico

    «A vida é sua, mas quem decide o que você faz com ela é o médico. O diagnóstico é um veredicto, a sentença a que você está condenada.» (Dora não pode morrer, p. 84 – 1ª versão, impressa)

  • Doença

    « (…) Ou a cabeça muda ou a doença toma conta. Seja ela qual for. A gente precisa se acostumar com o diagnóstico. Abrir mão do corpo que imaginava ter… aceitar o corpo que tem. » (Dora não pode morrer, p. 96 – 1ª versão, impressa)

  • escuta

    «Sei hoje que, seja qual for a história do outro, podemos nos reconhecer nela, porque a escuta humaniza e permite superar a intolerância.» (Carta ao filho, p. 85 – 1ª edição, versão impressa)

  • Escutar

    «Escutar é uma arte. Implica a contenção e a prontidão. Saber se calar e saber falar na hoa certa.» (Carta ao filho, p. 70 – 1ª edição, versão impressa)

  • Esperança

    «(…) a esperança de Ana cresce. O seu pedido não há de ser feito em vão. A presença da estrela da manhã disso a certifica. Não sabe explicar o porquê e não se importa. Quem não prefere a certeza da cura à incerteza da doença?» (O clarão, p. 17– 1ª versão, impressa)

  • Estrela

    « Aprendi, escrevendo o livro, que a morte pode ser uma estrela. Por um lado, ensina a não perder tempo. Por outro, que ninguém deve lamentar a perda como se não fosse morrer. » (Carta ao Filho, p. 30 – 1ª versão, impressa)

  • Existência

    « – (…) A desaparição do meu corpo não é a minha desaparição. A morte não anula a minha existência e não anula o que você e eu vivemos. O nosso casamento estava fadado a acabar. Por que se desesperar? Quem ignora o efêmero da vida não se dá conta da preciosidade da existência. » (Consolação, p. 129 – 1ª versão, impressa)

  • Experiência

    «Certas coisas a gente só aprende com a experiência. Sei bem que você não acredita nisso e não está de acordo comigo. Não importa. Para se dar bem, não é preciso concordar sempre, nem é possível, por maior que seja o desejo de coincidir.» (Carta ao filho, p. 140 – 1ª versão impressa)

  • Fantasia

    « Sem ter corpo de homem, eu tinha imaginariamente os direitos. Isso mostra que a fantasia importa tanto quanto o sexo biológico, e a identificação a este é redutora.» (Carta ao filho, p. 76 – 1ª edição, versão impressa)

  • FUTURO

    « Não sou adivinha. Ainda bem. Já imaginou se nós soubéssemos o futuro? Teríamos que renunciar à esperança. Dora entrou para o clube dos humanos. Mais cedo ou ais tarde, todo mundo entra. Como ninguém sabe quando, o melhor é estar pronto.» (Teatro Dramático, Teatro Lírico/ Dora não pode morrer,  p. 94 – 1ª edição, versão impressa )

  • generosidade

    « ‘Penso nos outros, logo existo.’ (…) João não concebe a sua existência sem levar em conta a dos outros e por isso é querido. Ele não é só um publicitário, é um filósofo popular. A sua verdadeira estrela é a generosidade.» (O clarão, p. 16 – 1ª edição, versão impressa)

  • Humor

    « ‘Agora, sei que não sou capaz de falar. Um comunicólogo que não se comunica.’ Por sorte, resta o humor, a delicadeza do desespero, como João diz. E resta a escrita. Com a escrita, ela se torna presente.» (O clarão, p. 84 – 1ª versão, impressa)

  • Iluminação

    « O amigo faz por ela [Ana] o que ela não pode fazer por si. Tanto vê quanto ouve o que ela não é capaz de ver nem de ouvir. Por isso mesmo, aliás, ele é um amigo. Quem melhor para clarear as ideias e iluminar o caminho quando a paixão cega? » (O clarão, p. 15 – 1ª edição, versão impressa)

  • inclusão

    « [Joãozinho Trinta] abriu o desfile da Vila, Soy loco por ti América, com outros paraplégicos, ensinando, com a sua pessoa, que a verdadeira beleza não pode excluir quem quer que seja, e o Carnaval é a grande festa da inclusão.» (Carta ao filho, p. 51 – 1ª edição, versão impressa)

  • Lesbos

    « “(…) na praia duas mulheres que ora falam, ora se acariciam. (…) Têm o tempo que quiserem para se amar e tanto escrevem quanto leem versos na areia. Como em Lesbos. Porque o amor oferece o céu e não teme o inferno (…) Quem ama ousa, é livre (…). » (O Clarão, p. 56 – 1ª versão, impressa)

  • Lesbos

    «(…) na praia duas mulheres que ora falam, ora se acariciam. (…) Têm o tempo que quiserem para se amar e tanto escrevem quanto leem versos na areia. Como em Lesbos. Porque o amor oferece o céu e não teme o inferno (…) Quem ama ousa, é livre (…).» (O clarão, p. 56 – 1ª edição, versão impressa)

  • Literatura

    « O [bilhete] mais impressionante foi o que [o seu pai] me deixou num pedaço de jornal uma hora antes de ser hospitalizado para tirar o pulmão: ‘A literatura é a prova de que a vida não basta.’» (Carta ao filho, p. 75 – 1ª edição, versão impressa)

  • Mãe

    « Devia existir um contrato… um contrato entre mãe e filho, com tempo limitado. (Ironicamente) Mãe é mãe, mesmo depois de morta» (Dora não pode morrer, p. 86 – 1ª versão, impressa)

  • Maternidade

    «A maternidade primeiro requer a presença quase contínua da mãe. Depois, a ausência. Duas atitudes opostas! (…) Trata-se de uma relação desigual, que não pode ser confundida com uma relação de amizade, pois não há nada de obrigatório na amizade.» (Carta ao filho, p.64 – 1ª versão, impressa)

  • MATERNIDADE

    « A maternidade primeiro requer a presença quase contínua da mãe. Depois, a ausência. Duas atitudes opostas! (…) Trata-se de uma relação desigual, que não pode ser confundida com uma relação de amizade, pois não há nada de obrigatório na amizade.» (Carta ao filho, p.64 – 1ª edição, versão impressa)

  • Memória

    « Errei até me dar conta de que perder não é deixar de ter e ninguém deixa necessariamente de existir porque morre. Passa a existir na memória. O nosso consolo é este. Sem rememorar, nao suportaríamos a perda – a de um ente querido ou a do tempo que passa. » (Carta ao filho, p. 16 – 1ª versão, impressa)

  • Morrer

    « Todo mundo quer viver na ilusão de que não vai morrer. Ninguém aceita a morte. Alguns nem querem ouvir a palavra. ‘Se a morte bater, falo que estou no vizinho.’ Morrer não é sinônimo de sofrer. Quem tem consciência da própria morte? Quem sabe que morre ou que deixou de viver? Não é quem vai morrer que a morte golpeia… é quem fica que ela golpeia… » (Dora não pode morrer, p. 94 – 1ª versão, impressa)

  • Morrer

    « Seu pai foi meu melhor interlocutor e o trabalho de luto foi longo. Como nunca mais falar com ele ? Me perguntei isso até entender que podia imaginar as respostas e assim torná-lo presente. Me consolei quando entendi que ninguém morre enquanto existe no coração do outro. » (Carta ao filho, p.152 – 1ª versão, impressa)

  • Morrer

    Morrer não é sinônimo de sofrer. Quem tem consciência da própria morte? Quem sabe que morre ou que deixou de viver? Não é quem vai morrer que a morte golpeia… é quem fica (…).” (Dora não pode morrer, p. 94 – 1ª edição, versão impressa)

  • Morte

    « (…) um bando ruidoso de homens vestidos de mortalha se insinua porta adentro. (…) Meio-dia do sábado de Carnaval. Daí a roupa. Todo ano eles tomam a rua. Zombam da morte fazendo dela um espantalho. Zombam dos vivos, lembrando que a morte existe. O teu tempo está contado. Aproveita e ri. O teu corpo um dia será o do cadáver. Aproveita e dança. »

    (O Clarão, p. 145)

  • Morte

    « Pisa, mulher! Dança para esquecer o cadáver. O morto, não. João quer a alegria para ser rememorado. Não chora, Ana, não há quem possa desperdiçar um só minuto. O que a morte ensina é isso. Hoje está. Amanhã ninguém sabe. Dança para celebrar a vida e para celebrar a morte que, não deixando perder tempo, não deixa perder a vida. » (O Clarão, p. 180-181 – 1ª versão, impressa)

  • morte

    Nada podia salvá-la da morte, que ela teria pedido aos céus para não ver o companheiro morto, para não viver esse luto. (…) Pior do que morrer é saber da morte do amado, ou do amigo, que é único também. (O clarão, p. 135 – 1ª edição, versão impressa)

  • Mortes

    «A morte repentina pode ser de todas a pior. Como pode ser tão desejada? Só mesmo para evitar a consciência do fim… Foi por isso que o rapaz se expôs a esse acidente, a essa morte que é selvagem. Nasce, cresce e morre na paixão da ignorância. (…) Que razão existe hoje para se desejar morte tão traiçoeira? Ou então morte que seja clandestina, sem cerimônia ou testemunha alguma. Certo está João de se preparar para o seu fim. (…) Só quem não se ama não se prepara para a morte.» (O clarão, p. 158 – 1ª versão, impressa)

  • Não

    « Resistir à pressão da família, dizer não ao desejo dos ancestrais é tão importante quanto dizer sim a eles. O custo do não pode ser alto, porém, nada custa mais do que renunciar ao próprio desejo. » (Carta ao filho, p. 69 1ª versão, impressa)

  • Não

    « O fantasma do pai de Hamlet entra em cena exigindo vingança. Hamlet deve matar o assassino do pai. Por obedecer à exigência, ele mata e morre – a obediência lhe custa a vida. Como ele, todos nós estamos expostos à tirania consciente ou inconsciente do ancestral. Para viver, é preciso sustentar o não. » (Carta ao filho, p. 149 – 1ª versão, impressa)

  • Não

    « Resistir à pressão da família, dizer não ao desejo dos ancestrais é tão importante quanto dizer sim a eles. O custo do não pode ser alto, porém, nada custa mais do que renunciar ao próprio desejo. » (Carta ao filho, p. 69 – 1ª edição, versão impressa)

  • Pai

    « (…) o pai precisa entrar em cena, lembrar que não há só dois, e sim três. Que o terceiro também quer ser amado. Quando o teceiro entra, a relação do filho com o mundo se estabelece. O pai abre portas e janelas. » (Carta ao filho, p. 75 1ª versão, impressa)

  • Paixões

    « ‘– As paixões humanas são três, a do amor, a do ódio e a da ignorância Ninguém está a salvo de nenhua delas, mas é possível não se entregar à ignorância, abrir mão do não saber.’» (O Clarão, p. 103 – 1ª versão, impressa)

  • Palavra

    « Muito cedo dei a entender que a palavra é o nosso abre-te-sésamo. » (Carta ao filho, p. 32 – 1ª versão, impressa)

  • Palavra

    « O próprio ato de se expor à palavra gera resistência. Pelo simples fato de que ela nos surpreende. Quem gosta de cometer um lapso e dizer o contrário do que supostamente desejava? »  (Carta ao filho, p. 108 – 1ª versão, impressa)

  • Poeta

    « O poeta (…) escreveu para qualquer um que goste dos versos. Portanto, para nós. O poeta pensa no outro. Mesmo quando escreve na primeira pessoa. ‘Apaga-me os olhos, tapa-me os ouvidos… [ainda posso te ver, ainda posso te ouvir], ele diz o que sente, fazendo quem lê sentir. » (O Clarão, p. 85 – 1ª versão – impressa)

  • Poeta

    «  O poeta (…) escreveu para qualquer um que goste dos versos. Portanto, para nós. O poeta pensa no outro. Mesmo quando escreve na primeira pessoa. ‘Apaga-me os olhos, tapa-me os ouvidos… [ainda posso te ver, ainda posso te ouvir], ele diz o que sente, fazendo quem lê sentir.» (O clarão, p. 85 – 1ª versão, impressa)

  • Possível

    « ‘– Só quem quer o que pode é livre.’ Só quem quer o que é possível Será por isso que João aconselhava a só contar as flores e os frutos e não as folhas que tombaram? Contar as flores e os frutos é falar do que é bom. Não contar as folhas tombadas é não lamentar o que está perdido (…).» (O clarão, p. 93 – 1ª versão, impressa)

  • Teatro

    « O teatro tanto permite mudar de corpo quanto de alma.Até ser uma freira. Ou mesmo uma santa. Teresa d’Ávila, por que não? Ainda que fosse só para perguntar: O que é que o amor não consegue? Ou confessar que, de tão grande a paixão, já não há como ser dono de si. Só em ccena se pode dizer isso. Dizer e sentir. » (O Clarão, p. 63 – 1ª versão, impressa)

  • TEATRO

    «O teatro tanto permite mudar de corpo quanto de alma. Até ser uma freira. Ou mesmo uma santa. Teresa d’Ávila, por que não? (…) confessar que, de tão grande a paixão, já não há como ser dono de si. Só em cena se pode dizer isso. Dizer e sentir. » (O clarão, p. 63 – 1ª edição, versão impressa)

  • Tempo

    « Tempo de ver… momento de enxergar… O que quer a santa dizer com a frase? Que é necessário esperar para saber? Que a gente não encontra o caminho só porque procura? Seja como for, o tempo é longo, porque é feito de espera e o momento a gente não sabe quando é. » (O Clarão, p. 47 – 1ª versão, impressa)

  • TEMPO

    «Tempo de ver… momento de enxergar… O que quer a santa dizer com a frase? Que é necessário esperar para saber? Que a gente não encontra o caminho só porque procura? Seja como for, o tempo é longo, porque é feito de espera e o momento a gente não sabe quando é.» (O clarão, p. 47 – 1ª edição, versão impressa)

  • Ubiquidade

    « O que eu mais quero é te contentar, porque sem você eu não existo. Onde quer que você esteja, eu estou. Desde que você nasceu, tenho o dom da ubiquidade. Me transporto para o lugar onde você estiver. » (Carta ao filho, p. 9 – 1ª edição, versão impressa)

  • Velhice

    « (…) Vivi até quase cem anos. Tempo demais! (…) Vivi mais do que precisava. Virei uma curva ambulante. Parecia um ponto de interrogação. Não andava sem bengala. O que eu mais dizia era ‘O quê? O quê’. Não escutava nada… E, como ssse a surdez não bastasse, eu não enxergva. Vivi tanto tempo que eu corri o risco de te enterrar… enterrar o meu próprio filho. Por sorte, eu enfartei antes. » (Dora não pode morrer, p. 86 – 1ª versão, impressa)